Foi naquela festa que eu o vi pela primeira vez, não sabia o
porquê da mesma só sabia que aquele garoto tinha me causado infinitas sensações
e que ele faria parte do meu destino.
Era possível que se todos ficassem em silêncio ouvissem o bater do
meu coração, cada passo que dava era uma batida nova, cada vez mais perto
daquele estranho encantador, pelo qual eu me apaixonei na hora, e foi naquele
instante que eu percebi que ele seria o amor da minha vida.
Ao chegar perto dele, senti como se o mundo estivesse parado e
ficado em câmera lenta, era incrível a sensação, todas aquelas pessoas dançando
com seu traje formal de festa, desfocadas, e ele com uma roupa comum, cabelo
meio jogado e aqueles olhos acinzentados, com perfeitos e compridos cílios.
Depois de uns segundos apreciando sua beleza, Deus como era lindo,
resolvi conversar com ele,
Custei a tomar coragem, mas falei...
-Olá, como se chama? - Disse extremamente nervosa.
- Oi -disse ele aparentemente nervoso- Vítor Hugo e a senhorita?
- Catarina, o que lhe traz a essa festa? É da nobreza? Nunca te vi
pelas redondezas.
Cada palavra que eu dizia, aumentava a vontade de beijá-lo, mas
depois dessa minha pergunta, percebi um nervosismo a mais, sua pele branca
ficou vermelha na hora e percebi que ele olhava para traz de mim, curiosa como
sou, virei para olhar o que ele havia visto, e quando virei de volta, ele não
estava mais lá, fiquei tentando encontrá-lo e percebi de longe meu pai vindo
rapidamente em minha direção. Não entendi porque estava vindo tão rápido,
voltei a procurar Vítor Hugo, mas não o encontrei, de repente senti uma mão
agarrando meu braço fortemente e me puxando para longe da multidão que se
encontrava no salão de dança, assustada olhei e percebi que era meu pai, fiquei
confusa sem entender o motivo dele estar tão furioso, mas continuei deixando
ele me levar.
Chegando a um lugar mais afastado ele começou a gritar dizendo:
- Catarina! Por que seus olhos estavam brilhando enquanto falava
com aquele serviçal? Ou melhor, por que estava falando com ele? Olhe o tanto de
nobres que têm nesse salão e você fica falando com plebeus? Já não basta
Adelaide, aquela empregadinha que você insiste em dizer que é sua amiga?!
A cada palavra que ele falava eu ficava mais confusa, meu pai
tinha uma feição brava natural, era alto e um pouco velho, eu estava com medo,
não entendia o motivo de tanta raiva, me perdi várias vezes nas falas dele e
acabei ouvindo só o final...
- NÃO QUERO VER VOCÊ FALANDO COM ELE NUNCA MAIS OUVIU CATARINA?
Fiz que sim com a cabeça e puxei meu braço que ainda estava sendo
segurado por ele, sai correndo e subi para o meu quarto, assustada fui para a
janela e fiquei a observar a crescente lua, como me lembrava ele, o seu
perfeito e lindo corpo, seu sorriso encantador e seus grandes olhos acinzentos,
que me hipnotizavam cada vez mais, não sei explicar o que sentia por ele, mas
sei que naquele momento senti que aquele homem, aquele estranho homem que apareceu
naquela festa e sumiu do nada, iria mudar completamente minha vida.
[...]
Aguardem os próximos capítulos
Bjos das autoras ^-^